segunda-feira, 21 de julho de 2008

Igual a você, não há.

Que história é essa de amiga pela metade? Eu não gosto de metades. De gente que não sabe ser. Que não sabe a que veio. De respostas em monossílabos. "Não" e "sim" nunca foram resposta. Isso não é amizade.
Amizade de verdade tem que ter cumplicidade. Tem que ter olho no olho. Sentimento. Troca. Troca de confidências. De desabafos. Amores à parte. Esses não trocamos.

Quem é você que se diz minha amiga e eu não sei da sua vida? Que já fomos confidentes e hoje eu nem sei se está saindo com alguém. Se está feliz. Se ele te faz feliz. E eu não sei o nome do cara que está saindo com aquela que um dia se disse minha amiga sem conhecer o verdadeiro sentido da amizade. De compartilhar emoções perdidas. Conquistas. Derrotas. De compartilhar aquela noite de sexta-feira, quando ninguém te chamou pra sair e você teve que ficar em casa assistindo TV.
Quer saber? Isso não me apetece. Tenho preguiça profunda de gente que não se dá. De gente "pé atrás". De gente que é amigo nas horas vagas. Não, baby, eu quero full time. Eu quero a amiga que é toda ouvidos. Conselhos. Palavrão. Choro. Riso. Noite. Vodka. Especial de Natal do Roberto Carlos. Bacardi. Festas. Tropeços na calçada. Convites pro evento do ano. Mico do ano. Chocolate. Fila de Festa. Supermercado no meio da tarde. Assunto que não acabam mais. Telefonema sem assunto. Veraneio. Os bonitos. Os feios por toda parte. Os caras que a gente quer. Os caras que a gente não quer. Os caras que querem a gente. Os caras que não querem a gente. A GENTE.
No amor, dizem que existe essa história de "cara metade". Não sei. Nunca achei que tivesse faltando nada por aqui. Agora, não me venha com essa moda de "amiga pela metade". Não vai rolar. Também dizem que amigos são os irmãos que a gente escolheu. Pois bem. Tive a sorte de ser escolhida pela melhor amiga do mundo. Por aquela que sempre esteve do meu lado nas horas que eu mais precisei dela (e olha que não foram poucas!). Aquela que já me viu de cara inchada, maquiagem borrada por chorar, já me ouviu falar no meio da noite (nada com nexo, por sinal). Aquela figura. Essa "amiga-irmã" que eu ganhei por puro acaso, se é que existe mesmo esse tal de acaso.
Ela é essa peça... que se irrita quando erram seu nome... e quando acertam também. Como assim alguém escreve um sobrenome polonês certo? Amiga do sorriso fácil. Do coração difícil. Da amizade à distância e da amizade de mesma cama.
Amiga pra vida toda. Pra toda hora. Pra toda festa. Pra todos as vodkas baratas no Cassino. Pra toda manhã voltando da noite que ainda não tinha acabado. Pra toda praia com muita pedalada. Pra todas as vezes que a gente correu rua afora. Pra todos os pés-na-bunda que eu tomei e pra todas as vezes que meu coração disparou. Essa peste já me viu chegar em casa às 6h da manhã, sem nem saber meu nome. Foi minha cúmplice quando saí de casa.
A gente se entende. Nossa amizade ultrapassa a barreira da distância e a barreira do tempo. Ultrapassa todos aqueles malas que entraram nas nossas vidas e nos fizeram menos felizes. Nossa amizade sobreviveu aos nossos desentendimentos e se tornou mais forte.
Bom, eu to falando da minha amiga Rena, não costumo citar nomes por aqui, mas ela merece o agrado. Isso porque ela é a pessoa com o maior coração que já conheci em toda minha vida. Com a alma mais pura. Com o sentimento mais sincero. Com as palavras mais doces. A pessoa que já me levou pras festas e já me levou pra casa. Minha médica. Minha plantonista. Minha emergência. Meu socorro. Minha amiga mais linda. Mais magra. Mais sarada. Mais chique. Mais fashion. Mais poderosa. Minha inspiração. Minha companhia. Minha conselheira. Meu apoio. Meu sorriso. Meu conforto. Minha carne e unha. Minha cutícula!Meu botão. Uma pessoa de alma aberta. De princípios claros. De valores verdadeiros.Amiga que conheceu a Mayara forte querendo brigar na festa e conheceu a Mayara esmaecida com dor no peito, dor de cabeça, dor no pé... Amiga tão menina e tão madura. Tão nova e tão sábia. Tão doce e tão segura. Forte por dentro e por fora. Que me dá forças quando eu preciso e poderia bater em alguém se eu precisasse.

Rena, amiga, botão. Tu é uma pessoa especial. Pra mim e pra todas as pessoas que tiveram a sorte de te conhecer nesse mundo. Tão boa que eu nem sei se eu mereço sua amizade. Deus te colocou no meu caminho pra eu aprender a ser uma pessoa melhor a cada dia. Pra eu ver que esse mundo ainda tem jeito. Que ainda existe gente com tamanho caráter, amizade, princípios e verdades. Pra eu ver que o dicionário é pequeno pra eu achar tanto adjetivo quanto você merece. Porque você é só boa. Amo você, amiga. Você é um anjo neste mundo estranho.

Nesse dia do Amigo, quero desejar à todas minhas amigas queridas, que se dão por inteiro, um Feliz dia do AMigo, quero vocês sempre do meu lado!!!


Eu quero você do lado esquerdo do peito, porque igual a você não há...

terça-feira, 15 de julho de 2008

Nostalgia

Ando meio nostálgica. Peguei umas fotos impressas (sim, aquelas das máquinas nem um pouco digitais) de quando eu tinha dez anos de idade e tinha um paquera que era dez meses mais novo que eu. De quando eu dançava o "tchan" sem nenhuma maldade e não sabia que a Xuxa já tinha feito um filme pornô, na verdade eu nem sabia o que era isso. Hoje, o paquera está casado e com filhos. E eu to aqui. Solteira. Ainda com medo de me comprometer. Ainda me envaidecendo por estar bem melhor do as amigas da minha idade que se casaram e tiveram filhos. Ainda achando que casar e ter filhos não é pra mim. Ainda achando barangos todos os vestidos de noiva, as igrejas lotadas e as frases feitas do tipo “até que a morte nos separe” (que nada mais é do que um eufemismo para “até que um de nós morra”).
Tenho saudade dos tempos de escola. Das paqueras na hora do recreio. Daquela coisa inocente de esperar os meninos saírem do colégio. Do frio na barriga quando meu paquera vinha em minha direção. Do tempo em que não existia orkut e ninguém fuçava a vida de ninguém. Do tempo em que a gente pedia pra amiga descobrir o telefone do menino mais lindo da sala. Do tempo em que não existia celular, muito menos identificador de chamada e a gente ligava pro telefone da casa dos meninos e desligava quando eles falavam alô. Do tempo em que não existia messenger e as pessoas tinham que ligar umas pras outras quando queriam se falar. Tinham que sair das suas casas se queriam se ver.
Hoje, além de a gente não ser mais adolescente, a tecnologia fodeu com a nossa vida. O identificador de chamadas do seu celular serve pra você só atender quem você quiser. O mesmo vale pro guri que só te atende quando ele quiser. O messenger, uma praga. Um troço que consegue reunir, na mesma janela: seu ex-namorado, uma meia dúzia de ex-ficantes, uns dois ou três paqueras que nunca saíram do virtual e mais uns duzentos guris e gurias que nunca te disseram um oi e te adicionaram sabe deus o porquê.
Acabou o glamour da coisa. Tudo acontece tão rápido agora que, na mesma noite que você conhece um cara, você já tem o celular dele, o messenger, o skype e já sabe da vida inteira do cidadão porque o orkut dele tem fotos de todos os lugares por onde ele esteve nos últimos tempos e recados de todas as meninas que ele pegou (ou está pegando). As pessoas não ligam mais pra casa das outras porque os relacionamentos são tão efêmeros que “ligar pra casa de alguém” passou a ser uma coisa muuuuuuuito íntima. Seu ficante não liga pra sua casa pra te chamar pra sair. Ele espera pra ver se você vai estar online na hora que ele estiver afim de falar com você e, se você estiver offline, ele chama a próxima da lista (literalmente) que estiver online. Simples assim. Acabaram as flores, os cartões de aniversário, as cartas, a monogamia. Acabou o sossego. Seu namorado interage virtualmente com a ex-namorada dele, com a vizinha da frente (com quem ele não interagiria se não existissem todos essas malditas ferramentas virtuais), com as ex-ficantes e com as futuras. Pela internet, ele avalia e escolha a mulher que vai ser delivered na casa dele. Loira ou morena. Com roupa ou pelada.
Acho que to é ficando velha (pelo menos é o que o calendário me diz). Velha e mal humorada. Tenho saudade de um tempo que não volta mais. Tenho saudade do interfone tocando. Da campainha e do telefone da minha casa. Tenho saudade da minha mãe gritando: fulano tá te esperando lá embaixo. Saudade das pessoas disponíveis ao invés de online. Saudade de alguém chegar na minha casa de ao invés de “fulano acabou de se conectar”. Saudade da vida real. De me estrepar ao invés de tomar end. De brigarem comigo ao invés de me bloquearem. De ouvir um não ao invés de me deletarem. Tão simples e a gente complica. Tão complicado e a gente simplifica.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Assim sei lá, meio passional.

Eu não preciso mais de chocolate, porque eu tem uma pessoa na minha vida que me causa o mesmo efeito. Que me dá uma sensação boa pelo corpo inteiro. Que me dá energia e que me dá gosto. Que dá gosto de olhar, de tocar, de sentir, de beijar. Ele dirige bem o carro, meu corpo e, se minha vida fosse um filme, ele poderia ser o diretor. Ou o personagem principal.Ele é meio clichê do meu lado. Ele fala que me adora. Me chama de linda. Diz que me quer pra sempre.Mas enquanto o pra sempre não chega, eu quero aproveitar cada segundo do lado dele. Eu queria não ter hora pra ir embora. Eu queria que ele não fosse embora. Eu só queria rir com ele a noite inteira. E queria que a noite inteira não tivesse fim. Pra nós falarmos besteiras. Pra jogarmos conversa fora. Pra eu falar das coisas fúteis sem parecer estúpida. Pra ele rir, porque ver o sorriso dele já me faz sorrir.A noite é sempre perfeita. Eu bebo uma ou duas doses da minha bebida favorita e rio horrores. Rio porque me divirto com ele. Rio porque ele consegue ser mais bobo que eu. Rio porque não entendo como pode ser tão gostoso estar do lado daquele cara que nada sabe sobre mim e gosta da minha companhia mesmo assim. Rio porque estou feliz com tão pouco. Estou feliz de estar ali. E queria estar ali pra sempre. Eu rio porque ele não é nada daquilo que eu imaginei pra minha vida. Mas ele me convence, sem palavras, de que é o cara perfeito pra mim. E faz com que tudo que eu vivi antes dele pareça tão morno. Faz com que os outros caras que já passaram pela minha vida pareçam tão pouco.Ele admira meu sorriso. Diz que meu corpo é lindo. Adora meu cabelo. Minhas pernas. Beija minha mão. Beija a pontinha do meu nariz. Beija meu rosto com um carinho ingênuo. Toca minha pele e faz eu me sentir uma adolescente de 15 anos. Ele me abraça e muda o ritmo da minha respiração. Porque, na verdade, ele mudou minha vida. Ele não fez nada pra isso, mas me faz a pessoa mais feliz do mundo. Eu não quero mais nada dessa vida. Quero ele. E só. Quero ele me abraçando com aquela mão macia. Com aquele corpo quente. Aqueles olhinhos brilhando do meu lado. Aquele olhar que fala sem palavras. Aquele sorriso mais do que fofo. Aquele cara que chegou e me rendeu sem o mínimo esforço. Por quem eu abandonaria todos os outros caras interessantes que me ligam sábado à noite. Deletaria do meu celular todos os números de telefone. Por quem eu largaria todas as outras propostas. Arriscaria começar tudo de novo. Ele é o cara pra quem eu olho e penso: fica na minha vida pra sempre?

[Acho que acordei meio passional hoje...]

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Foda-se!

O mundo não combina comigo. Por mais adolescente que possa soar pra quem lê, pra mim só isso faz algum sentido. Foi só essa explicação meio infantil que encontrei. Só faço as escolhas erradas, nunca acertei um número na mega-sena e não posso doar meu coração. Como só coisas engordantes e me mantenho magra porque tenho tendência a emagrecer. Escolhi seguir a carreira jurídica, mas não aceito certos tipos de crime. Acho as medidas socioeducativas inúteis e o Código penal ridículo. Acho muita coisa injusta. Meu sonho era fazer estágio no MP, quando abriu uma seleção no 2° ano sem restrição quanto ao semestre do curso, fiquei mega feliz. Fiz a prova sem muita esperança, passei. Fiz a entrevista já mais confiante e fui chamada. Hoje em dia, pra conseguir estágio no MP, basta ter QI. Sem prova...INJUSTO!
Estagiei um ano, voluntariamente, acumulei contas, mas estava fazendo o que eu gostava. Hoje em dia, ninguém mais fica tanto tempo trabalhando de graça...Com certeza, eu não pertenço a este mundo.Sempre quis ser um exemplo pras pessoas. Criei uma super-heroína que nunca existiu na vida real. Sempre procurei mostrar pras pessoas o lado bom das coisas que eu mesma nunca consegui ver. Sempre disse "vai passar" quando parecia que ia ser eterno o sofrimento e não havia sequer um raio de luz no final do túnel. Sempre passei de ano direto na época da escola. Nunca coloquei um cigarro na boca. Pago minhas contas. Cumpro minhas obrigações e exijo meus direitos. Nunca admiti que me julgassem sem me conhecer. Nunca admiti que desconfiassem do meu caráter ou da minha idoneidade. Nunca usei meu corpo pra distrair os homens. Sempre agi de boa fé. Sempre quis fazer algo na vida que justificasse minha existência estúpida.Só tenho 21 anos, mas, às vezes, acho que minha missão aqui já foi cumprida. Não há nada mais que eu possa fazer pelas pessoas, pelo mundo ou por mim mesma. Já cansei de me decepcionar faz tempo. Não que eu tenha desistido. É que não tenho mais forças. Não consigo mais dizer pras pessoas que vai dar tudo certo. Não, eu não sei se vai dar certo. Não consigo dizer "vai passar", porque eu sei que passa, mas às vezes demora muito mais tempo do que a gente agüenta e, às vezes, a gente precisa ficar boa já. Não consigo achar que é só uma fase, pois a "fase" pode ser uma vida toda. Não consigo ser otimista depois de tanto chão e tanta estrada de terra. Meus vinte e muito poucos anos já passaram e levaram com eles minha visão romântica da vida. Não sou mais aquela menina de onze anos de idade que imitava a Xuxa nas escolas públicas, cantando "Arco-íris" e pedindo pras crianças dizerem não às drogas, mesmo imaginando na minha cabeça ingênua que droga era coisa só de bandido.Hoje, sinto que eu poderia ter feito tudo diferente pra me sentir mais inteirada aqui. Poderia ter passado por cima de algumas pessoas, poderia ter deixado alguns amigos na mão, poderia não ter sido tão honesta, poderia ter mentido pra algumas pessoas, poderia ter mandado outras à merda. Hoje, percebo que, mesmo fazendo meu melhor, não sou a filha, a amiga ou a namorada dos sonhos de ninguém. Simplesmente por achar que o mundo não é do jeito que deveria ser, por não acreditar em contos-de-fadas, por não aceitar migalhas. Por achar ridículas as atitudes do tipo "todo mundo faz, eu também tenho que fazer". Gente que usa isso como uma desculpa imbecil "todo mundo faz". Por isso nunca dei certo. Porque nunca tomei as idiotices alheias como minhas. Não tenho nada a ver com "todo mundo". Não aceito a atitude de "todo mundo" e, hoje, desejo que todo mundo se dane. Hoje, vai ser assim: só eu e meu mundo.

terça-feira, 1 de julho de 2008

EU :)

Eu? Eu nunca quis ser bailarina e nem modelo. Já quis ser jogadora de futebol, ginasta e cantora. Já fiz aula de voz e violão, ginástica olímpica e toquei flauta e pistom. Sou impulsiva e precipitada, costumo sofrer por antecipação. Sou um desastre na vida doméstica.
Eu já forcei o choro, já forcei o riso. Já magoei quem amava, já me magoei amando muito. Já fui traída, já traí, mas não por vingança. Já menti, já enganei, já fui enganada. Já sofri, sofri muito, mas dei muita risada pra compensar. Aliás, estou sempre rindo e falo pelos cotovelos. Todos falam do meu sorriso e do meu jeito de falar.
Não raro, sou anti-social e desligada. Gosto de ler e de conversar, sou teimosa e altruísta demais. Hiperativa e ansiosa, faço mil coisas ao mesmo tempo e não tenho tempo pra nada. Não sei economizar nem energia. Gosto de sair e dançar a noite toda. Tenho mania de sempre querer ir embora, não importa se estou na minha casa.
Já abracei o mundo com as pernas, já deixei ele desabar na minha cabeça, já levei ele nas costas. Já tive feitos incríveis e fracassos inacreditáveis. Já perdi grandes amigos por orgulho. Já julguei mal, já fui vítima de mim mesma. Sou estressada, implicante, chata e convencida. Mas tenho um bom coração.
Já tive olhos vermelhos, de alegria e tristeza. Já passei noites sem dormir, já chorei esperando um telefonema. Já beijei por pena, já abracei por gratidão, já me apaixonei perdidamente.
Já fiz loucuras sem pensar, já pensei e me arrependi. Já pequei por excesso e por falta. Já invejei, senti raiva, fui mesquinha. Já fui vil e arrogante. Já fui perfeita em um olhar, já fui um monstro em um segundo. Já perdoei e já engoli sapos. Já fui das lágrimas às gargalhadas num piscar de olhos. Já guardei rancor. Já acreditei em amor eterno. Já fui ingênua. Já levei a culpa sem merecer, já levei honras sem merecer. Já ignorei quem amava, já me senti insignificante e já tive sonhos impossíveis.
Hoje erro bastante, me dou esse direito, são os erros que me ajudam a crescer. Já me preocupei demais com os outros, hoje só me preocupo com a felicidade deles, pois sei que a minha será reflexo. Assim espero! :)